Icismep assume gestão do Hospital Maria Amélia Lins em Belo Horizonte
A gestão do Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), localizado na região Centro-Sul de Belo Horizonte, será assumida pelo Consórcio Instituição de Cooperação Intermunicipal do Médio Paraopeba (Icismep). O resultado do processo de cessão foi publicado nesta quarta-feira (2) pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). O consórcio venceu a disputa entre nove propostas apresentadas para administrar a unidade hospitalar.
A decisão acontece após um processo conturbado, que envolveu um pedido de suspensão do edital pelo Conselho Estadual de Saúde (CES) e uma notificação do Ministério Público. No entanto, a comissão julgadora da Fhemig concluiu a análise das propostas na terça-feira (1º), antes do prazo final estipulado para o dia 7 de abril.
Histórico do consórcio vencedor
Criado na década de 1990, o Icismep surgiu para suprir as dificuldades de gestão de saúde enfrentadas pelos municípios integrantes. A primeira clínica do consórcio foi aberta em 2003, e em 2014, a entidade ampliou sua atuação para outras áreas, como educação, transporte, meio ambiente e infraestrutura.
Um dos destaques recentes do Icismep foi a inauguração, em 2022, do Hospital ICISMEP 272 Joias, em Igarapé. A unidade presta serviços que antes eram realizados na clínica Toninho Resende e é dedicada às vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho. Atualmente, o consórcio opera em cinco macrorregiões do Estado.
Nova gestão e perspectivas para o hospital
Com a terceirização, o Hospital Maria Amélia Lins passará a ser um centro cirúrgico voltado exclusivamente para procedimentos eletivos. A nova gestora assumirá a unidade sem custo, incluindo o imóvel e equipamentos avaliados em cerca de R$ 6 milhões. Além disso, o consórcio poderá implementar mudanças estruturais conforme necessário.
Os novos profissionais contratados para operar no hospital não serão servidores públicos, uma vez que a gestão será feita pela entidade privada. Pacientes serão encaminhados por toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o atendimento que atualmente é restrito ao Hospital João XXIII.
A previsão do governo estadual é dobrar a quantidade de cirurgias realizadas na unidade, atingindo uma média de 480 procedimentos por mês.

