{"id":1385,"date":"2019-05-13T10:39:04","date_gmt":"2019-05-13T13:39:04","guid":{"rendered":"http:\/\/papocomercial.com.br\/?p=1385"},"modified":"2019-05-21T15:51:47","modified_gmt":"2019-05-21T18:51:47","slug":"13-de-maio-abolicao-da-escravatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/papocomercial.com.br\/?p=1385","title":{"rendered":"Aboli\u00e7\u00e3o da Escravatura"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil concretizou-se a partir da Lei \u00c1urea, em 13 de maio de 1888. O processo de aboli\u00e7\u00e3o foi lento e realizado de forma conservadora.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O dia 13 de maio tem uma grande import\u00e2ncia no Brasil, pois nessa data, em 1888, foi assinada a&nbsp;<strong>Lei \u00c1urea<\/strong>, que aboliu a escravid\u00e3o. Com a assinatura dessa lei, aproximadamente&nbsp;<strong>700 mil escravos foram libertos<\/strong>&nbsp;de sua condi\u00e7\u00e3o. A aboli\u00e7\u00e3o da escravatura foi um processo lento e gradual conduzido pelas elites do Brasil de uma maneira conservadora. Os negros libertos n\u00e3o receberam nenhum tipo de aux\u00edlio para sua integra\u00e7\u00e3o na sociedade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"http:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/escravatura-2-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1389\" srcset=\"https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/escravatura-2.jpg 1024w, https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/escravatura-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/escravatura-2-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O processo de aboli\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O processo de aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil, politicamente falando, aconteceu a partir da d\u00e9cada de 1870 em diante. Os grupos abolicionistas come\u00e7aram a se estruturar logo ap\u00f3s a&nbsp;<a href=\"https:\/\/mundoeducacao.bol.uol.com.br\/historiadobrasil\/guerra-paraguai.htm\">Guerra do Paraguai<\/a>, e um efeito pr\u00e1tico do fortalecimento dessa causa no Brasil foi o decreto da Lei do Ventre Livre.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo de aboli\u00e7\u00e3o no Brasil, no entanto, foi extremamente gradual e conduzido de maneira muito conservadora pelas elites pol\u00edticas do nosso pa\u00eds. A lentid\u00e3o desse processo foi uma pr\u00e1tica do Brasil desde logo ap\u00f3s a&nbsp;<a href=\"https:\/\/mundoeducacao.bol.uol.com.br\/datas-comemorativas\/independencia-brasil-1.htm\">independ\u00eancia<\/a>, uma vez que at\u00e9 a proibi\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico negreiro foi conduzida da maneira mais lenta poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, foi aprovada em 1831 uma lei que decretava a proibi\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico negreiro. Por\u00e9m, o tr\u00e1fico continuou existindo clandestinamente no Brasil durante as d\u00e9cadas de 1830 e 1840. Foi preciso a interven\u00e7\u00e3o da Inglaterra a partir do&nbsp;<strong>Bill Aberdeen<\/strong>&nbsp;(lei em que os ingleses autorizavam seus navios a abordar navios negreiros no Atl\u00e2ntico) para que o Brasil tomasse a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas no sentido de p\u00f4r fim ao tr\u00e1fico negreiro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong><a href=\"https:\/\/mundoeducacao.bol.uol.com.br\/historiadobrasil\/bill-aberdeen.htm\">Bill Aberdeen<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Isso se concretizou de fato a partir da&nbsp;<strong>Lei Eus\u00e9bio de Queir\u00f3s<\/strong>, que foi decretada no ano de 1850 e consolidou o fim do tr\u00e1fico negreiro no Brasil. Com isso, a quantidade de escravos que vinham para o pa\u00eds caiu drasticamente de um ano para o outro. No entanto, o historiador Luiz Felipe de Alencastro afirma que o fim do tr\u00e1fico negreiro foi acompanhado de um conchavo das elites com os traficantes, de forma que eles estavam prevenidos de que isso aconteceria&nbsp;<sup><strong>|1|<\/strong><\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir daqui se iniciou um processo que estendeu por 38 anos e foi acompanhado de muita disputa nos quadros pol\u00edticos do Brasil. A inten\u00e7\u00e3o das elites escravocratas do Brasil, conforme mencionado, era&nbsp;<strong>conduzir essa transi\u00e7\u00e3o da maneira mais lenta poss\u00edvel<\/strong>, de forma a minimizar as suas \u201cperdas\u201d com o fim da escravid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A inten\u00e7\u00e3o das elites de estender a escravid\u00e3o tanto quanto fosse poss\u00edvel encontrou forte oposi\u00e7\u00e3o com o fortalecimento da causa abolicionista. Ap\u00f3s a Guerra do Paraguai, essa pauta tomou conta do debate pol\u00edtico nacional e organiza\u00e7\u00f5es abolicionistas come\u00e7aram a se estruturar no pa\u00eds, criando uma tens\u00e3o latente entre escravocratas e abolicionistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa tens\u00e3o preocupava membros do governo mon\u00e1rquico, pois o exemplo norte-americano havia mostrado de maneira clara as consequ\u00eancias de um poss\u00edvel acirramento desse debate. A&nbsp;<a href=\"https:\/\/mundoeducacao.bol.uol.com.br\/historiageral\/guerra-secessao.htm\">Guerra de Secess\u00e3o<\/a>, que aconteceu nos EUA entre 1861 e 1865, foi motivada, em grande parte, por conta da disputa pol\u00edtica travada entre norte e sul do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto que preocupava o governo mon\u00e1rquico era a imagem internacional do Brasil, uma vez que a escravid\u00e3o n\u00e3o era mais uma institui\u00e7\u00e3o aceita dentro dos padr\u00f5es civilizacionais das grandes na\u00e7\u00f5es. Isso acontecia, principalmente, porque a escravid\u00e3o em determinados locais era vista como um entrave para o desenvolvimento do capitalismo. A imagem negativa do Brasil foi refor\u00e7ada com o fim da escravid\u00e3o na R\u00fassia (1861) e nos EUA (1863).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"537\" src=\"http:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lei-do-ventre-livre-1024x537.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1391\" srcset=\"https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lei-do-ventre-livre.jpg 1024w, https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lei-do-ventre-livre-300x157.jpg 300w, https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lei-do-ventre-livre-768x403.jpg 768w, https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lei-do-ventre-livre-390x205.jpg 390w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O primeiro grande ind\u00edcio do fortalecimento do abolicionismo no Brasil deu-se com a Lei do Ventre Livre, em 1871. Essa lei decretava que todo escravo nascido a partir de sua vig\u00eancia seria considerado livre, devendo seus \u201csenhores\u201d alforri\u00e1-los aos 8 anos (com indeniza\u00e7\u00e3o ao \u201csenhor\u201d do escravo) ou aos 21 anos (sem indeniza\u00e7\u00e3o). Essa lei foi recebida com desconfian\u00e7a pelos abolicionistas, e os efeitos pr\u00e1ticos dela foram m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong><a href=\"https:\/\/mundoeducacao.bol.uol.com.br\/historiadobrasil\/as-leis-abolicionistas.htm\">Leis abolicionistas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1880, o movimento abolicionista retomou sua for\u00e7a. Importantes organiza\u00e7\u00f5es \u2013 como a Sociedade Brasileira contra a Escravid\u00e3o e a Confedera\u00e7\u00e3o Abolicionista \u2013 surgiram nesse per\u00edodo. Al\u00e9m disso, multiplicaram-se as publica\u00e7\u00f5es em defesa da causa por meio de livros, produ\u00e7\u00e3o de panfletos ou na veicula\u00e7\u00e3o de jornais.<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento abolicionista contou com a ades\u00e3o de pessoas de todos os espectros da sociedade brasileira. Os escravos, por vezes, eram incitados por abolicionistas a se rebelar, e as fugas tornaram-se uma pr\u00e1tica comum na d\u00e9cada de 1880. Quilombos cresceram e espalharam-se por diversos locais do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"http:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/ABOLIC\u0327A\u0303O-DA-ESCRAVATURA-CAMELIA-BRANCA-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1386\" srcset=\"https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/ABOLIC\u0327A\u0303O-DA-ESCRAVATURA-CAMELIA-BRANCA.jpg 1024w, https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/ABOLIC\u0327A\u0303O-DA-ESCRAVATURA-CAMELIA-BRANCA-300x169.jpg 300w, https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/ABOLIC\u0327A\u0303O-DA-ESCRAVATURA-CAMELIA-BRANCA-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c0 medida que o abolicionismo se fortalecia no pa\u00eds, uma flor se tornou s\u00edmbolo da causa: cam\u00e9lia branca. As historiadoras Lilia Schwarcz e Helo\u00edsa Starling fazem uma observa\u00e7\u00e3o a esse respeito:<\/p>\n\n\n\n<p>A associa\u00e7\u00e3o da flor com a Aboli\u00e7\u00e3o foi uma bela jogada de propaganda executada pelo movimento abolicionista. A cam\u00e9lia era uma flor ainda muito rara no Brasil e, diziam os abolicionistas, em sua fragilidade assemelhava-se \u00e0 liberdade que os escravos ambicionavam conquistar: necessitava de cuidados e abrigo especial, al\u00e9m do manejo de t\u00e9cnicas complexas de cultivo que dependiam, \u00e9 claro, do trabalhador livre, e n\u00e3o da m\u00e3o de obra escrava, condenada a desaparecer por criminosa e obsoleta. O simbolismo delicado das flores foi parar no centro da vida p\u00fablica do Imp\u00e9rio. Portar uma cam\u00e9lia na botoeira do palet\u00f3 ou cultiv\u00e1-la no jardim de casa era gesto pol\u00edtico: significava declarar princ\u00edpios e indicava disposi\u00e7\u00e3o para a\u00e7\u00e3o. Usar flor era declara\u00e7\u00e3o de ades\u00e3o \u00e0 causa da Aboli\u00e7\u00e3o e sinal de apoio e prote\u00e7\u00e3o para cativos fugidos. (2)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"538\" src=\"http:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lei-dos-sexagenarios-og-1024x538.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1392\" srcset=\"https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lei-dos-sexagenarios-og.jpg 1024w, https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lei-dos-sexagenarios-og-300x158.jpg 300w, https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lei-dos-sexagenarios-og-768x404.jpg 768w, https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lei-dos-sexagenarios-og-390x205.jpg 390w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Mas o fortalecimento da causa abolicionista no Brasil veio acompanhado de uma resposta conservadora. A rea\u00e7\u00e3o das elites brasileiras no per\u00edodo pode ser exemplificada a partir de duas leis: a&nbsp;<strong>Lei Saraiva<\/strong>, de 1881, e a&nbsp;<strong>Lei Saraiva-Cotejipe<\/strong>&nbsp;(ou Lei dos Sexagen\u00e1rios), de 1885.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira (Lei Saraiva) promoveu a reorganiza\u00e7\u00e3o do nosso sistema eleitoral e criava mecanismos para impedir o voto do analfabeto \u2013 uma maneira de impossibilitar que os futuros negros libertos tivessem participa\u00e7\u00e3o no processo pol\u00edtico. J\u00e1 a Lei dos Sexagen\u00e1rios decretou que todo escravo que possu\u00edsse mais de 60 anos conquistaria a sua independ\u00eancia ap\u00f3s um per\u00edodo de trabalho de tr\u00eas anos. A lei foi tida como uma derrota para o abolicionismo, pois era considerada conservadora e com o objetivo \u00fanico de retardar a aboli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro do seu objetivo geral \u2013 atrasar a aboli\u00e7\u00e3o \u2013, a Lei dos Sexagen\u00e1rios falhou. A causa abolicionista fortaleceu-se a partir de 1885. A luta pelo abolicionismo contou com personalidades negras importantes da sociedade brasileira, como&nbsp;<strong>Andr\u00e9 Rebou\u00e7as<\/strong>,&nbsp;<strong>Lu\u00eds<\/strong>&nbsp;<strong>Gama<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Jos\u00e9<\/strong>&nbsp;<strong>do<\/strong>&nbsp;<strong>Patroc\u00ednio<\/strong>. O abolicionismo foi uma causa que teve ampla ades\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato \u00e9 que conviviam modalidades, muitas vezes concomitantes, de luta abolicionista: a a\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios escravos, a movimenta\u00e7\u00e3o dos abolicionistas e a batalha pol\u00edtica em n\u00edvel nacional. O abolicionismo se convertia, portanto, em outra grande causa forjando o sentimento e a imagina\u00e7\u00e3o dos brasileiros&nbsp;<strong>|3|<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>&nbsp;<a href=\"https:\/\/mundoeducacao.bol.uol.com.br\/historiadobrasil\/tres-grandes-abolicionistas-negros-brasileiros.htm\">Tr\u00eas grandes abolicionistas negros brasileiros<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Lei_A\u0301urea_img086.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1390\" srcset=\"https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Lei_A\u0301urea_img086.jpg 1024w, https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Lei_A\u0301urea_img086-150x150.jpg 150w, https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Lei_A\u0301urea_img086-300x300.jpg 300w, https:\/\/papocomercial.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Lei_A\u0301urea_img086-768x768.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 1888, a manuten\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil era invi\u00e1vel para aqueles que a defendiam. As revoltas de escravos e o fortalecimento pol\u00edtico for\u00e7aram o decreto da&nbsp;<strong>Lei \u00c1urea<\/strong>&nbsp;em 13 de maio de 1888. A lei, no entanto,&nbsp;<strong>n\u00e3o foi<\/strong>&nbsp;um ato de benevol\u00eancia. Ela representou uma tentativa da monarquia de se salvar politicamente e, tamb\u00e9m, uma estrat\u00e9gia dos grandes propriet\u00e1rios no Brasil para abafar o debate da reforma agr\u00e1ria, que come\u00e7ava a surgir junto \u00e0 causa abolicionista.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil foi o \u00faltimo pa\u00eds do continente americano a abolir a escravid\u00e3o. Uma vez abolida a escravid\u00e3o no pa\u00eds, o&nbsp;<strong>negro liberto n\u00e3o recebeu nenhum tipo de aux\u00edlio do governo para que pudesse sobreviver<\/strong>&nbsp;e, com a falta de oportunidades \u2013 fruto do racismo \u2013, o quadro de desigualdade perpetuou-se em nosso pa\u00eds e gera reflexos at\u00e9 os dias atuais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>|1|&nbsp;<\/strong><em>Aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o em 1888 foi votada pela elite evitando a reforma agr\u00e1ria, diz historiador<\/em>. Para acessar a not\u00edcia completa, clique&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-44091474\" target=\"_blank\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>|2|&nbsp;<\/strong>SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel.&nbsp;<em>Brasil<\/em>: uma biografia. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 309.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>|3|<\/strong>&nbsp;Idem, p. 310.<\/p>\n\n\n\n<p>Por Daniel Neves Silva &#8211;  MUNDO EDUCA\u00c7\u00c3O<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil concretizou-se a partir da Lei \u00c1urea, em 13 de maio de 1888. 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